13.7.09

Veja? Eu não vejo.

Me espantei ao ver a blogueira Liliane Ferrari na reportagem de capa da Veja!  Ui! #foraSarney e #MichaelJackson deram lugar a um assunto novo (?)… Mas será que valeu?

Alguém está interessado na minha opinião?

Pois eu respondo assim mesmo, afinal de contas, a pauta aqui é minha. Achei a reportagem da Veja um primor de ignorância. Será que ainda existe quem enxergue a internet como “um vasto ponto de encontro de contatos superficiais” ??? Só se for alguém que usa a web apenas para ler jornais, e fazer pesquisas. Eu tô cansada demais pra discutir, mas precisava registrar. Quem tem, como eu, AMIGOS que me recuso a chamar de virtuais, porque são às vezes mais reais do que aqueles que estão na sala ao lado, não pode encarar essa matéria e ficar calado.

E ao contrário do que uma criatura imbecil infeliz falou, ["A parte mais difícil de conhecer uma namorada on-line é que você nunca pode ter certeza de que ela é realmente como se apresenta no site", diz Raul. "Eu tive sorte."], TODAS as pessoas que conheci primeiro na net e depois pessoalmente foram iguais ou melhores do que pela telinha. Ainda lembro que a Amanda quando me viu disse: “Você é igualzinha na foto!” E a gente riu muito, porque pra mim, era a coisa mais comum e normal do mundo ser igualzinha à foto!

[Manifestem-se Jady [e Nilo], Sofia, Carol, Tâmara, Karine [e Leandro], Rodrigo e Amanda (que já não escrevem mais nos blogs)  e mais seiláquantos que já tive o prazer de conhecer ao vivo e a cores!]

E quanto à profundidade dos relacionamentos construídos e mantidos através da tela do computador, só quem experimentou pode falar. E eu duvi-de-ó-do que essas pessoas [me recuso a chamar de jornalista quem escreve uma matéria de capa e não apresenta os dois lados da situação] tenham qualquer vivência de verdade da web 2.0.

Eu fico é extremamente feliz quando vejo Dinah do alto de sua inexperiência internética não somente escrever no blog, mas fazer do haloscan um chat onde entram filhas e netos, amigos próximos(como eu) ou distantes, e os seus novos amigos virtuais [argh! Tenho que achar uma outra palavra pra eles!]. E contrariando todas as espectativas – próprias, inclusive – ela está curtindo adoidado o bicho maluco que é o computador.

Se eu já não gostava da Veja, essa matéria veio mesmo pra completar meu desgosto. E no complemento dela ainda tem a imbecilidade (não consigo encontrar outra palavra) do teste amizade online. Arrrrgh! Fiz, só pra ver no que dava. E olhem:

O FANÁTICO – Sua presença na internet está predominando sobre sua vida real. Procure sair mais de casa e encontrar seus amigos pessoalmente.

É mole??? Eu curto a vida e meus amigos ao vivo com muita intensidade, vou à igreja, à praia, ao cinema, viajo, namoro, trabalho, faço mestrado… e ele vem me dizer pra eu “sair de casa e encontrar meus amigos pessoalmente”???

Que nada! Tchauzinho, Veja. Prefiro meus amigos online do que você!!!

Só pra vocês terem idéia dos absurdos, vejam o quadro abaixo com as definições das diversas redes sociais.

veja 

Clique para ampliar

E se quiser ficar com mais raiva, vai lá ler a reportagem na íntegra. Que se chama “Nos laços fracos da internet”. (Amor, se os nossos laços são fracos, o que será um nó, hein???)

10.7.09

Memento mori

Numa tradução livre, do latim, “lembre-se que você é mortal”.

Já faz tempo que não vejo algo tão tocante. [Será que é porque estou especialmente sensível e carente (leia-se TPM)?]

Vou copiar o texto do André Montejorge, mas vocês podem ver as fotos lá no Bem Legaus, que eu tô sem tempo de copiar e trazer pra cá.

 

Matilda Wigg Erixon desenvolveu um projeto conceitual que é literalmente para a vida toda! A idéia da "My Life Urn" é que ela seja um "memento mori" dado como presente já no dia do seu nascimento. Para quem não sabe, esta frase em latim pode ser traduzida como "Lembre-se que você é mortal".

Uma semente colocada junto de um pedacinho da placenta do recém-nascido é armazenada em um papel biodegradável chamado Bokashi e colocada no recipiente que faz parte do conjunto. Ao plantar a semente, ela começará a crescer e a urna passará a servir como um vaso.

Com o passar dos anos você e sua árvore crescerão juntos e será preciso cuidar muito bem dela. Podar, regar, limpar, nutrir, etc, fazem parte do "ritual", afinal, trata-se da "sua vida".

Um álbum também vem junto para que você anote e guarde um pouco dos momentos vividos.

E se acidentes acontecerem, não tem problema, pois a borracha entremeada nas camadas de cerâmica que envolvem a urna, deixarão marcas, mas ela não quebrará. São as como as cicatrizes e arranhões que a vida nos dá.

Como um verdadeiro "memento mori", a "My Life Urn" irá acompanhá-lo até o dia da sua partida. A urna então deverá ser enterrada com suas lembranças e assim a árvore continuará a crescer, sendo um símbolo e uma homenagem à toda sua vida. "Humanamente legaus"!”

 

A árvore lembrando da vida e, consequentemente, da morte, foi uma imagem bem apropriada, e todo o caminho do projeto foi bem pensado. Gostei demais da idéia, e juro que se fosse a tempo de  fazer com meus filhos, eu fazia.[E se tivesse dinheiro para isso, que imagino, não seja pouco…] É meio nojento isso de colocar um pedaço da placenta, mas tem seu valor significativo, é uma parte de você mesmo que contribuiria para a origem da vida da plantinha.

Vou dar a idéia para a Lu Brasil que está só esperando a hora do Angelo chegar…

3.7.09

Só pra dizer que estou viva

E bem, apesar de cansada ao extremo.

A sensação de esgotamento sentida nos dias pós-hospital ainda não me deixou. E imbiquei num pique de aula e trabalho, que não está me deixando recuperar o sono/descanso necessário. Então escrever no blog, responder e-mail decentemente… está cada vez mais difícil.

Namorado está cuidando direitinho de mim, ainda bem. E ele está feliz porque Ricky, o filho dele que estava na Itália, volta de lá ainda este mês. A propósito, ele estará oferecendo um serviço diferenciado em pintura de interiores com técnicas especiais como gesso cartonado, velatura e estraciatto. Povo de Ilhéus, Itabuna e região, faça contato via blog.

Ainda falando em filho, o meu está ótimo! Já na chácara dos avós paternos, sentando/levantando/deitando/tomando banho sozinho… só tenho mesmo que agradecer a Deus. Ainda mais uns 40 dias pra ele estar aqui comigo, mas tudo bem.

Tenho feito muitas fotos interessantes… ontem numa “visita técnica” com a turma do Mestrado em Itacaré foram “só” 400. Mas quem disse que tenho tempo/disposição de ajustar cor e luz e disponibilizar? Tenho uma leitura de 120 páginas pra aula de segunda. Fui-me!

28.6.09

Princesinha do Sul

Minha ilha, que hoje comemora 475 anos, continua linda. Só não vê quem não quer mesmo ver. E hoje eu saí com Namorado pra um novo olhar sobre ela. E dar um presente pra mim mesma, ao registrar algumas das muitas facetas de Ilhéus.

Ilhéus 28-06-09 2009-06-28

Fazenda Ouro Verde 27-06-09 2009-06-27

Ilhéus 28-06-09 2009-06-281

E ainda estou com cansaço acumulado, que me deixou assim, meio fora do ar, sem graça pra escrever sobre os últimos acontecimentos que incluem o aniversário do meu pequeno, que foi ontem, as mortes de Michael Jackson e Farrah Fawcett na quinta e o recomeço das aulas no mestrado, amanhã.

Deixa eu me refazer, que eu volto.

24.6.09

Vou voltar…

“…Sei que ainda vou voltar para o meu lugar,

foi lá e é ainda lá que eu hei de ouvir cantar uma sabiá…”

 

Amanhã estou juntando as trouxas e voltando pra casa. Estou ansiosa por estar no meu lugar, sem me sentir à toa, sem um canto pra chamar de meu. Gostei de poder ter vindo e acompanhar a cirurgia do meu filhote, nem imagino como seria se não viesse. Tanto pra ele quanto pra mim, por motivos diferentes, teria sido igualmente horrível. Mas, enfim, passou, o pior passou. As primeiras noites foram muito difíceis, a agonia de saber se tinha dado tudo certo… Agora já dá pra respirar fundo e sentir o alívio.

Gostei também de ver o apto de Line, bem a carinha dela mesmo, cheio de detalhes de decoração, dignos de uma designer. Tirei menos fotos com ela do que eu goataria, mas acho que a distância fez com que ela esquecesse que era minha modelo exclusiva e agora ela tem vergonha da minha câmera. Mas tudo bem, foi bem gostoso dormir junto, fazer guerra de travesseiro, sair pra procurar apartamento, ter crise de riso, pirraçar e ser pirraçada, comer pizza nas três refeições… só não foi gostoso dizer tchau. Mas me fiz de forte e só repeti: “se comporte!” e é claro, “Deus te abençoe”.

Estou voltando com a mochila mais leve, deixei algumas coisas aqui e não estou levando nada novo a não ser a sapatilha que Line me deu,  ganha numa promoção nãoseideque mas que não coube no pé dela e ficou certinha no meu. Ah, e os livros trazidos voltam todos do jeitinho que vieram. Não abri nem unzinho, que vergonha! Não vou mentir dizendo que não tive tempo, não tive foi saco coragem mesmo (e muitas vezes perdi tempo no joguinho tetris que tem aí embaixo, depois de todos os posts!)

Tem muita coisa que eu fiquei com vontade de comentar aqui, mas prefiro deixar quieto. A posição de ex-nora, ex-cunhada e ex-mulher não é nada confortável, especialmente se tem coisas que não foram ditas e não se sabe o que foi dito, na verdade. Mas os dez dias se passaram e conseguimos – todos – manter a linha, a boa convivência e a superficialidade nas conversas. Ninguém me perguntou nada da minha vida e eu não disse o que ninguém perguntou, da mesma maneira que não perguntei da vida de ninguém. Crei que fiz o que tinha que fazer, e em nome dos filhos a gente faz até muito mais. E por eles mesmos, certos laços nunca se desfarão.

Amanhã a essa hora não estarei mais me sentindo num não-lugar (sem senso de pertencimento), e, muito pelo contrário, estarei cuidada e aconchegada nos braços de quem me espera. É claro que o coração estará novamente cheio de saudade, mas que se pode fazer? A gente não pode ter tudo na vida!

21.6.09

Em casa.

Não, não é na MINHA. Mas é em casa = fora do hospital. Foi um processo, arrumar tudo, sair, passar na farmácia e chegar. Não, não foi simplesmente “chegar”. Uma coisa simples como saltar do carro pode se tornar um exercício pesadíssimo para um recém-operado e para uma mãe esgotada.

O led de baixa energia começou a piscar em mim, e o alarme a apitar. Tenho que parar e recuperar as forças. Estou me sentindo esgotada no sentido exato da palavra. Acabei. Murchei. Gastei toda. Não sei como vai ser a partir de agora. Estou me sentindo um peixe fora d’água, fora do meu ambiente e fora do controle da situação.

O importante é que meu menino está bem, a cirurgia deu certo e não ficaram sequelas. Tenho que me concentrar nisso, e esquecer o resto. Além do mais, aqui ele está perfeitamente à vontade, rindo, conversando, assistindo TV com o primo da mesma idade…

Vou dormir na casa de Line durante esses dias, e quinta-feira vôo de volta pra casa. [Amor, me espera, que agora sou eu que preciso de colo, dengo e cuidado.]

(Não descarreguei as últimas fotos, e estou sem forças pra levantar e pegar a câmera e o cabo. Fico devendo. E sempre pago.

 

UPDATE:

Descansei um bocado à tarde, e descobri que a pressão estava alta. Alta = 11x7. E é alta mesmo, pois o meu normal é 9x6, 8x5. Como não tinha medicação pra tomar, tomei bastante água pra diluir o sódio do organismo, descansei, e estou melhor.

O pai ajeitou um apoio especial na cama, e o quarto virou uma lan house: ele, o primo e eu, cada um com um computador.

21-06-09 (17)

Só quem viu pode acreditar na mudança de humor da criança quando começou a jogar!

Recife 15 a 25 de junho

Diário de bordo: 4º dia de hospital

Essa noite que passou foi a mais tranquila, e quase que me arrisco a dizer que as seguintes serão mais ainda, progressivamente.

Dormimos bem, só acordamos na hora das medicações (22h, 00h, 04h e 06h). Mesmo “picado”, conseguimos dormir. Ele sentiu menos dores e acho que começou – finalmente – a relaxar, pois mal acordou foi perguntando: O café já veio? Se considerarmos que aos 17 anos e comendo 5 garfadas de comida ou um iogurte, meio copo de suco… chegar a PEDIR comida é uma vitória!

Hoje ele levantou e tomou banho no chuveiro! Foi a glória! Deve ter sentido muita dor, mas ~como sempre, não reclamou, só trancava os lábios e pedia pra eu andar logo. Já se movimentou na cama, virando pra um lado e pra o outro, como o médico mandou, pois já estavam aparecendo escaras, de tanto ficar na mesma posição.

Para não dizer que fiquei quatro dias completos no hospital sem nem ver a cara da rua, hoje fui almoçar  com Line na casa do Namorado dela e conhecer a família dele. Confesso que estava com medinho, sempre pinta aquela insegurança, quando a gente se vê prestes a um primeiro encontro, seja com quem for. Mas nem doeu! Fui super bem recebida pela minha quase xará (Isabel) e sua família delicadamente amorosa, sem puxasaquismo. (Levei a câmera, mas não tive coragem de fazer nenhuma foto. Bléh!)

Quando voltei, o Dr. Cirurgião já tinha vindo, e pediu pra fazer um raio x. Foi uma agonia levá-lo, mesmo de cadeira de rodas. Mas ele se comportou direitinho, aguentou firme, e ó aí o resultado:

20-06-09 009  20-06-09 010

Reparem na quantidade e no tamanho dos parafusos.

Comparem com o raio x anterior:

Recife 15 a 25 de junho 006  Recife 15 a 25 de junho 007

O auxiliar de enfermagem  (o mesmo de anteontem) que o levou para o raio x foi muito atencioso e cuidadoso. No finalzinho da tarde quando ele foi embora, veio se despedir, já que amanhã teremos alta (eu também estou internada, ué!) e ele estará de folga. Desejei ter condições de comprar um presente pra dar a ele…

20-06-09 011

Fabiano

Se Deus quiser, esta será nossa última noite no hotel (ops! no hospital). A partir de amanhã vamos ficar na casa de uma das tias paternas dele, que delicadamente se colocou à disposição para nos receber e já estava hspedando o meu filhote no período pré-operatório. E aí já começa a contagem regressiva para o meu retorno. Com a graça de Deus, quinta-feira estou voltando pra casa. Confesso que estou cansada, isso de ficar o dia inteiro num quarto é algo que não combina com a minha natureza… além disso, a minha coluna está pedindo menos, quando chegar em casa tenho que conseguir umas sessões de fisioterapia pra colocar as coisas no lugar.

Bom, faltam 5 minutos para acabar o dia, e já passou da hra de dormir. Boa noite!

19.6.09

Feliz aniversário, meu amor!

Não, Namorado, não é você. Hoje, 19 de junho, é aniversário do meu grande amor, amor que existe desde a adolescência, quando eu não fazia idéia do quanto ele iria ser sob medida pros carinhos meus.

Aquele que, como eu, faz samba e amor até bem tarde, por isso tem muito sono de manhã.  Que me ama tanto, e de tanto amar, acha que eu sou bonita. E eu acredito. Aquele que me diz “benvinda no meu coração”.

Aquele que tem um violão e nós vamos cantar. Aquele que,  modéstia à parte, nasceu pra sambar e deixa a menina aqui sambar em paz. E que dança tanta dança que faz a vizinhança toda despertar, pois é preciso cantar e alegrar a cidade. (Se todo mundo sambasse seria mais fácil viver!)

Aquele que quer ficar no meu corpo feito tatuagem e tem um jeito manso que é só seu.

Aquele que vai me velar, chorar, vai me cobrir e me ninar, pois pela sua lei a gente é obrigado a ser feliz.

Aquele que eu vou amar enquanto eu puder cantar, enquanto eu puder sorrir.

 

 

(Escrito durante o dia  19 e só publicado à noite, quase no dia seguinte, por questões alheias à minha vontade.)

MERECE UM POST ESPECIAL!

19 de junho de 2009, 12:45h.

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Precisa mesmo dizer alguma coisa??? Eu não pude documentar tudo, tudo, porque estava, além de fotógrafa, no papel de mãe!

Ele levantou, ajudado pelo Dr. Cirurgião, deu umas passadas, arrodeou a cama e sentou pelo outro lado!

Deve estar doendo, mas eu falei que meu menino era forte! Não reclamou de nada, obedeceu a tudo: firme as pernas, levante, ande… sem hesitar. Fiquei mais-do-que-orgulhosa dele!!!

Mais uma vez, preciso repetir: Muito obrigada, meu Deus!!!

Diário de bordo: 3º dia de hospital

Amanheceu, peguei a viola, botei na sacola… ops! Amanheceu e eu vi – de novo. A noite foi diferente da anterior, mas quase que a mesma quantidade de tempo dormido. Ontem à noite achei que íamos os dois dormir cedo, ele estava bem, tinha feito xixi e até jantou um pouquinho. Massss… (sempre tem um mas) sentiu muita dor. Depois de medicar com analgésicos comuns e ele continuar com dor, deram Tramal na veia.Isso às 3 da madrugada. Só que o remédio provoca náuseas, então deram Dramin, que baixou a pressão e deu aquela suadeira toda… suspende o Tramal, a dor volta, foi uma novela até conseguir tomar os dois.

Depois disso ele dormiu das 5h ás 7h, mas eu não deitei mais, fiquei na cadeira ao lado da cama. É que depois que ele dormiu, lá pela meia-noite, eu dormi também, e mal dormi, ele acordou. Tomei um susto e fiquei chateada comigo,  pois ele não consegue falar alto, e quando dei por mim ele estava quase gritando “mãe!” Não sei quantas vezes ele chamou antes que eu acordasse, então fiquei com medo de ele chamar e eu não acordar logo. Fiquei igual mãe de recém-nascido na primeira noite do bebê, olhando pra ver se estava respirando…

Consegui empurrar um iogurte e uns pedacinhos de mamão, um pouquinho de suco… ele continua sem querer comer. E agora que está sem soro, deveria ao menos sentir fome. E olha que a comida do “hotel” é bem gostosinha!

A enfermeira da noite foi uma bênção: além de super prestativa e competente, era rápida também. Bastava tocar no botão que ela estava junto. Escrevi no twitter, na madrugada: “Já estou ensaiando o discurso de agradecimento aos enfermeiros e auxiliares do Hospital Esperança – Recife.” E é verdade. Mas o discurso é no final da temporada. ;)

Agora ele está zappeando pelos canais da TV e eu vou ver se “desligo” um pouquinho. Updates durante o dia, provavelmente.

Recife 15 a 25 de junho 053

Senti falta de flores por aqui… essa aí foi capturada na beira do rio (não sei o nome) que passa ao lado do hospital.

 

UPDATE 1

“Não tenho nada a dizer
Eu fico mudo quando a dor te corta.
Seu corpo exige atenção
E nessas horas nada mais importa
Nem oração, nem poemas [sem exageros, oração importa, sim!]
Nem música, nem televisão
Nem sentir raiva, nem pena
Não adianta fugir, nem segurar sua mão. [pode não adiantar, mas eu seguro assim mesmo…]

Vou esperar do seu lado
A tempestade passar
Vou esperar do seu lado
Porque eu só posso esperar…

Queria fazer milagres [e como queria…]
Te dar alívio pondo a mão no seu peito
Limpar o céu dessas nuvens
E te entregar um dia perfeito
Mas vem a dor feito enchente
Levando o sol, te carregando pro escuro
Levando preces, milagres
E agora eu morro de pressa de chegar ao futuro [chega logo, chega!]

Vou esperar do seu lado
A tempestade passar
Vou esperar do seu lado
Porque eu só posso esperar

De que adianta você saber o quanto eu sinto
Minha dor vai ser mais problema que solução
Por fora eu disfarço o quanto eu ando aflito [e será que consigo disfarçar? Te acho tão mais forte do que eu…]
De só ter pra ter dar meu tempo
E minha inútil compaixão

Vou esperar do seu lado
A tempestade passar
Vou esperar do seu lado
Porque eu só posso esperar”.

Leoni, Quando a dor te corta. Lembrada pela Intense. Com algumas ressalvas, é exatamente como estou me sentindo.

 

Desde ontem à noite que chove. Eu sinto como se fossem lágrimas que não estão no meu rosto.